Com a musica ela dança e balança...faz charme, faz gracinha e se diverte!!!
Com os livros ela fica atenta as figuras, aponta com o dedo como se perguntasse o que é isso ou o que é aquilo!!!
Então agora a mamãe vai tirar uma horinha do dia/noite para ler com ela, de preferencia contos que tenham figuras para ela prestar bastante atenção, assim, como ela faz com as musicas da Galinha Pintadinha.
Existem vários livros com contos para todos os dias do ano que é muito legal.
O nosso 1º texto...
O Peixinho encantado
Fonte da imagem Google/blog dos sonhos
Era uma vez uma velha que tinha um filho tão preguiçoso que parecia parvo. Vivia deitado ao calor da lareira, dormindo. A velha saía para ganhar a vida e, quando voltava, o filho estava na mesma posição, dormindo. Um dia, estava-se em dezembro e nevava, acabou-se a lenha para o fogo e a velha, perdendo a paciência, gritou-lhe:
— Sai-te daí mandrião! Leva essas cordas e o machado e busca um molho de lenha senão morreremos de frio esta noite. Vai-te daí, mandrião! O mandrião, a quem chamavam João Parvo, levantou-se muito desgostoso e se foi arrastando os pés para o bosque, buscar lenha. Quando passou pelo terreiro do rei, a filha deste estava na varanda, com as damas, e vendo o andar desajeitado de João Parvo desatou a rir com vontade. João continuou até o bosque e quando lá chegou em vez de trabalhar escolheu um lugar para deitar-se e dormir, o que fez em seguida. Perto havia uma lagoa e o Parvo meteu a mão na água, pegando sem querer num peixe. Agarrou-o depressa, tirando-o para fora. Qual não foi a sua surpresa ouvindo o peixe falar. Era um peixe pequenino, com escamas brilhantes como prata.
— Solta-me, João. Se o fizeres dar-te-ei todo o poder. Bastará dizeres: Com o poder de Deus e do meu peixinho, para que seja feita a tua vontade.
O preguiçoso, para não ter que fazer, largou o peixinho que mergulhou e desapareceu na lagoa. João acomodou-se e dormiu até à tarde. Acordando, lembrou-se da lenha e da promessa do peixinho. Mesmo sem acreditar, disse as palavras:
— Com o poder de Deus e do meu peixinho quero um feixe de lenha seca, da melhor possível.
Palavras não eram ditas apareceu um feixe de lenha magnífica. O mandrião nem pôde abalar-lhe 0 poso. Sentou-se em cima, pegou do machado e disse:
— Com o poder de Deus e do meu peixinho Quero que esse feixe me leva até a casa…
Imediatamente o feixe saiu correndo como se fosse um carro, com João trepado a todo cômodo. Atravessando a praça, a princesa avistou-o e riu com todo prazer. João, zangado com a vaia, pediu ao peixinho que a princesa tivesse um filho dele.
Chegando a casa, aceso o lume, João deitou-se no quente e toca a dormir. No outro dia, tendo fome, pediu,:
— Com o poder de Deus e do meu peixinho quero comida da melhor que houver. A mesa encheu-se de iguarias saborosas. João comeu a far-lar e voltou a dormir. A velha, voltando pela noite, ficou admirada com as provisões da casa. Ficaram vivendo muito- bem.
Sucedeu que a princesa teve um filho e o rei andava furioso para saber quem era o pai do seu neto. A moça não sabia explicar e só se falava neste assunto. Finalmente o rei mandou juntar toda a gente da cidade na praça e andar pelo meio dela com a princesa que levava o filho com uma bo-
linha de ouro na mão. A quem êle a entregasse seria o pai. Reuniram-se todos os homens e a princesa andou pelo meio sem que o menino desse sinal. Quando iam passando diante de João, o pequeno estendeu a mão e entregou a bolinha de ouro, dizendo, em claras vozes: Este é o meu pai!
O rei casou-o com sua filha, mandou fazer uma grande caixa, meteu dentro a princesa, o filho e o João, e sacudiu-os no mar. Foi a caixa boiando, levada pelas ondas e João deitado e dormindo, tranqüilamente. A princesa, depois de muito chorar, acordou o dorminhoco com uns bons repelões. João acordou e, com o poder do peixinho, arranjou comida farta e bebida. À noite a princesa tornou a despertar o marido com umas sacudidelas fortes, e João pediu ao peixinho que encalhasse a caixa numa 1 praia perto do palácio do rei seu sogro. Assim se fez.
Saíram todos da caixa e a princesa, vendo que ia dormir ao relento se não sacudisse o mandrião, fê-lò com tanta vontade que João voltou a pedir ao peixe:
— Com o poder de Deus e do meu peixinho quero um palácio maior e mais bonito do que o do rei, com toda criadagem, carruagens, despensa cheia, e preparado com todo gosto.
Apareceu um palácio grande e bonito que era um condado. João, a mulher e o filho recolheram-se, com a criadagem a servir, mesa posta, tudo do melhor.
O rei velho estava uma tarde na torre do seu palácio quando avistou umas torres que não conhecia. , Mandou um fidalgo verificar o que era, e este voltou contando ter visto um palácio ainda mais bo nito e maior que o do rei.
Picado no orgulho, o rei foi ver que palácio era esse. Foi recebido com todos os agrados mas não reconheceu João porque este estava muito bem vestido e tratado. A filha não lhe apareceu, Na hora do jantar, depois de ter visitado o palácio, o rei serviu-se muito bem, conversando, e João pediu ao peixinho que coloca-se no bolso do rei um dos talheres de ouro da mesa. Depois mandou con-tar os talheres e disse que faltava um. O rei logo procurou nos bolsos e encontrou o talher, ficando todo confuso.
— Este talher cá está, mas não sei como aqui veio parar!
João respondeu:
— Da mesma forma que sua filha foi mãe! Deu-se a conhecer, mandou chamar a princesa
e o filho, e o rei velho a todos abençoou e abraçou, chorando de alegria. Viveram na paz e com felicidade.
Bjokas Nossas

Um comentário:
Muito legal!! As crianças adoram mesmo quando contamos historinhas para elas e com lindas figuras chama mais a atenção!! A Yasmin com certeza vai amar!!
Bjs
Sil
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